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	<title>amazonas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/amazonas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "amazonas"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 00:49:47 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Crazy on a ship of fools]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/?p=878</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 23:01:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>espantalho</dc:creator>
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<description><![CDATA[Turn this boat around - back to my loving ground
De Manaus até Belém, descendo o Rio Amazonas dent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_880" align="aligncenter" width="213" caption="Turn this boat around - back to my loving ground"]<a href="http://alertageral.files.wordpress.com/2008/09/cisne-branco1.jpg"><img class="size-full wp-image-880" title="cisne-branco1" src="http://alertageral.wordpress.com/files/2008/09/cisne-branco1.jpg" alt="Turn this boat around - back to my loving ground" width="213" height="108" /></a>[/caption]
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">De Manaus até Belém, descendo o Rio Amazonas dentro de uma gaiola lotada (essa aí na foto acima). Quatro dias de viagem, cerca de 1.600 km. As coisas começaram a dar errado mesmo antes da viagem começar: o pessoal da agência me vendeu a passagem abaixo do preço da tabela, tive que pagar a diferença para poder embarcar. O barco, por sinal, deixou o porto com três horas de atraso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Outra notícia ruim: as refeições, que antes eram incluídas no valor da passagem, agora seriam vendidas em separado. Cinco reais por um PF contendo pedaços gigantes de uma carne gorda, cozida quase ao ponto de desfiar, arroz, feijão, macarrão, salada de batata e pepino (!?) e muito, mas muito glutamato monossódico. À noite era sopa, pamodi aproveitar a carne que sobrava do almoço. Três reais. Já o café da manhã era gratuito: pão com margarina e café com leite adoçado e servido numa térmica. No quarto dia da viagem o pão estava tão velho que as cozinheiras tentavam driblar a ação do tempo envolvendo-o em filme plástico. Pelo menos havia um bar no terraço do barco, onde era possível comprar torrada e Coca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A água que bebíamos provinha de um bebedouro, abastecido pela tripulação com aqueles bombões de 20 litros de água mineral. Detalhe: os galões eram trazidos já abertos. Os passageiros serviam-se em copinhos descartáveis, sendo muitos deles descartados no rio.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Na primeira noite, poucas horas após deixarmos Manaus, o motor entrou em pane. Quase três horas atracados na margem do Amazonas, o que propiciou a entrada de toda sorte de insetos a bordo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Avançamos a uma velocidade de apenas 20 km por hora, chega a ser enervante. A todo momento ouvimos o barulho do motor, na hora de dormir é uma maravilha. O barco viaja apinhado de gente, no primeiro dia os vasos sanitários já estão em petição de miséria. Mas pelo menos o tédio  e o nojo podem ser aplacados pelo som quente e arrochado do Pará, aquele forrozão da gota serena, égua!  A todo volume, naturalmente.  Agora entendo porque o Coronel Kurtz ficou daquele jeito.</p>
[caption id="attachment_882" align="aligncenter" width="300" caption="Se essa pôrra não virar, olê, olê, olá... (GIF animada)"]<a href="http://alertageral.files.wordpress.com/2008/09/qq1.gif"><img class="size-medium wp-image-882" title="qq1" src="http://alertageral.wordpress.com/files/2008/09/qq1.gif?w=300" alt="Se essa pôrra não virar, olê, olê, olá..." width="300" height="218" /></a>[/caption]
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">As redes se acumulam umas por cima das outras, numa promiscuidade de cores e traçados; eu dormia com a bunda de um dos <em>angolanos</em> sobre minha cabeça. Eram dois negões do tamanho de armários, não sei porque o povo do barco inventou que eram de Angola. Um maranhense sacana, porém, apelidou os dois de <em>Camarões</em>. Quando apareciam ele já saía gritando: “Lá vem os Camarões! Oi Camarões!” Bueno, após ouvir uma conversa entre os dois, percebi que falavam francês. Usando meu francês baguetônico descobri que  na verdade eram haitianos. Um deles era a cara do Mr. Eko, do Lost, mas dormia usando uma coberta com a estampa do ursinho Puff: um magnífico contraste.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">As duas primeiras pessoas com quem conversei a bordo me pediram dinheiro emprestado. Resolvi não puxar mais papo. Mas um paraense boa praça recomendou um hotel no centro de Belém. Disse o cabra: “tem chuveiro quente, tv a cabo e aceita Visa <em>Elétrico</em>.”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Outro tipo que sempre consegue me achar são os mestres-de-obra que se jactam de serem capazes de construir prédios inteiros, desde a fundação até o acabamento, ainda que não tenham educação formal. No barco encontrei  o Seu Martins, que duvida da esfericidade da Terra. No ida do homem à lua ele acredita, disso me certifiquei. Mas que a terra é redonda, nada feito. Vocês confiariam a construção de sua casa a um sujeito desses?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Bom, não há nada tão ruim que não possa piorar, não é mesmo? Pois é... Pra voltar à Manaus a viagem dura um dia a mais, pois o barco precisa enfrentar a corrente contrária do Amazonas. Mas essa é outra história.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Da próxima vez deixo o medo de lado e troca a sopa de boi gordo pelas barrinhas de cereal da Gol.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Amazonas, un viaje imposible, de Juan Madrid]]></title>
<link>http://africatalan.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 16:47:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>africatalan</dc:creator>
<guid>http://africatalan.wordpress.com/?p=56</guid>
<description><![CDATA[La tradición literaria de los libros de viajes por la Amazonía ha sido siempre muy fecunda. Sin em]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>La tradición literaria de los libros de viajes por la Amazonía ha sido siempre muy fecunda. Sin embargo, la obra que nos ocupa no es exactamente un libro de viajes. Es, prácticamente, una novela cuyo principal personaje es el escenario, la gigantesca cuenca amazónica por la cual viaja el autor y cuyos principales problemas sociales va desgranando en cada etapa del trayecto.</p>
<p><a href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:-la1XD9q6o2b7M:http://estaticos02.cache.el-mundo.net/elmundolibro/imagenes/2001/02/14/982003877.gif"><img class="aligncenter" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:-la1XD9q6o2b7M:http://estaticos02.cache.el-mundo.net/elmundolibro/imagenes/2001/02/14/982003877.gif" alt="" width="141" height="209" /></a></p>
<p>La forma que escoge el autor para narrar su epopeya es la del escritor que, como narrador subjetivo, realiza un viaje por toda la Amazonía por motivos laborales y personales. En concreto, el objetivo que dice tener Juan Madrid es escribir un libro acerca de este singular espacio, y para ello busca la ayuda de un amigo suyo de la infancia residente en Manaos, Diodoro Souza. En su pretensión de encontrarlo, el autor conoce e interpela a<span> </span>multitud de personajes, cuyas informaciones, junto a las que el propio Juan Madrid recaba con su experiencia personal, forman el corpus principal de contenido del libro.</p>
<p>Así que, a medida que el viaje transcurre, las claves de las principales cuestiones sociales del espacio amazónico nos son explicadas por boca de actores que intervienen directamente en ellas. Militantes y <em>camponeses sem terra </em>asentados en un territorio ganado a los latifundistas o en manifestación, miembros de la  FUNAI explicando sus actividades de protección del indio, seringueiros y sindicalistas, familiares de Chico Mendes, e incluso un botánico norteamericano que participa de las investigaciones cofinanciadas por instituciones norteamericanas y brasileñas y cuyos beneficios van a parar a las arcas de las transnacionales del sector farmacéutico. Son estos personajes los que proveen la información sobre el problema del latifundio, el exterminio de los indígenas, los proyectos de reserva extractivista del sindicato de seringueiros y a través de cuya información vislumbramos la expresión práctica de la violencia de clase (los <em>yagunzos</em> y la policía), la violencia de género, la deforestación, la sobreexplotación del medio y sus recursos, la contaminación por minerales pesados en el río, la biopiratería y las terribles desigualdades sociales que agudizan a su vez todos estos problemas. Además de éstos, los más importantes, encontramos un elenco de personajes de variada condición social, por supuesto mucho más planos, como garimpeiros, mujeres de garimpeiros, prostitutas, pilotos de avioneta, antropólogos (amigos del autor), mineros y turistas, plasmados en la novela con ambición coral y en ocasiones costumbrista bastante conseguida.</p>
<p>Madrid intercala las aportaciones de estos personajes con pasajes de historia de las ciudades que visita (Manaos, Belém) o bien de fenómenos históricos que marcaron al espacio amazónico, como el boom del caucho o los intentos de colonización impulsados por los gobiernos populista y militar en las décadas centrales del siglo. Además, a menudo mira atrás en el tiempo para verse a sí mismo reflejado en la obra de los cronistas de Indias (Gaspar de Carvajal, principalmente) o de los científicos ilustrados (La Condamine, Humboldt), dado que con ellos comparte la ambición secreta de encontrar a las legendarias Amazonas que habitan en algún lugar del inmenso espacio protagonista. Éste motivo se convierte en el tema en que ha de centrarse la novela del autor, pero para ello ha de encontrar previamente a el tal De Souza. Debido a que él no aparece el viaje se alarga más y más …</p>
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